sábado, 25 de junio de 2016

OPEP E OS PREÇOS DO PETRÓLEO


A VENEZUELA ESTÁ À BEIRA DO COLAPSO. ENTENDA.







São Paulo – A Venezuela entrou nessa semana numa nova e ainda mais tensa fase da sua crise. Depois de violentas manifestações de uma população que vem sofrendo com a escassez de itens e serviços essenciais, o governo do chavista Nicolás Maduro oficializou na segunda-feira a declaração do “Estado de Exceção e Emergência Econômica” pelos próximos 60 dias.
Na ocasião, o presidente venezuelano disse que a medida se fazia necessária para lutar contra o que chama de “golpe de estado orquestrado por potências estrangeiras” e que, segundo a agência EFE, teria contado com a participação de Álvaro Uribe, ex-presidente da Colômbia.
Essa declaração ainda precisa ser aprovada pelo parlamento do país, no qual a oposição é maioria, e considerada constitucional pelo Tribunal Supremo de Justiça. Se assim for, a norma dará a Maduro o poder de solicitar a intervenção das forças armadas e ordenar a obtenção de recursos financeiros sem que seja necessário o aval de outros poderes.
A expectativa, contudo, é que esse cenário não se confirme e que o cerco contra o presidente continue a se fechar. A avaliação da oposição é a de que esse Estado de Exceção seja uma tentativa de Maduro para obstruir a realização de um referendo revocatório que pode antecipar o fim do seu mandato.
Se a votação acontecer e Maduro for derrotado, novas eleições devem ser marcadas. Antes, contudo, o mundo observará com atenção os desdobramentos de uma manifestação convocada por essa oposição para dar força ao referendo nesta semana, mas que não foi aprovada pelo governo. Com o Estado de Exceção em vigor, a consequência dessa passeata é uma incógnita.
Enquanto essa crise política parece não ter fim, o país vive mergulhado no caos que também não dá sinais de que irá acabar tão cedo. Falta de tudo na Venezuela: do papel higiênico até a cevada para produção de cerveja, passando, é claro, pela comida na mesa da população. Em 2016, pela primeira vez em 20 anos, o país precisou aumentar o preço da gasolina.
O cenário é agravado ainda pela seca que impactou em cheio um sistema energético obsoleto e despreparado, forçando o governo a cortar a energia elétrica por quatro horas todos os dias. O serviço público agora funciona somente duas vezes na semana e Caracas vem se consolidando como uma das capitais mais violentas do planeta.
Crise                                                            
Eleito presidente da Venezuela em 2013 pelo Partido Socialista Unido da Venezuela, Nicolás Maduro vem enfrentando problemas estruturais que são resultado de uma série de fatores que vão desde a queda nos preços dos barris de petróleo até a corrupção.
A consequência dessa combinação desastrosa é um índice histórico de reprovação. De acordo com números da pesquisa Venebarômetro, divulgados pela AFP, 68% dos venezuelanos hoje reprovam o governo. Isso mostra que, em um possível referendo, o destino de Maduro poderá facilmente ser o de ex-presidente.
Em um artigo publicado neste mês pela Carnegie Endowment for International Peace, uma rede global de pesquisadores e analistas de política internacional, o economista venezuelano Moisés Naim fez o que chamou de “autopsia da Venezuela” e buscou avaliar os fatores que levaram o país, dono da maior reserva de petróleo do planeta, ao estado de colapso.
Nos últimos 17 anos, explica o analista, o país recebeu trilhões de dólares em receita do petróleo. Ou seja, dinheiro não era exatamente um problema. “É verdade que os preços do petróleo caíram – um risco que muitos anteciparam, mas que o governo não se preparou para lidar”, mas mesmo em 2014, quando o barril era cotado a 100 dólares, a população do país já enfrentava a escassez de itens essenciais.
Hoje, essa carência chegou a níveis alarmantes: as prateleiras dos armazéns estão vazias, a energia elétrica é cortada todos os dias, não há papel higiênico. Uma pesquisa recente da Reuters com 1.500 famílias mostra que 12% delas não conseguem fazer três refeições num dia. Mas o que explica essa falência do estado venezuelano? 
Um dos fatores citados por Naim como protagonistas nessa confusão que virou o país é a política de controle de preços. Antes essa medida era aplicada em alguns itens essenciais, como alimentos, com o objetivo de manter a inflação sob controle e mantê-los acessíveis aos mais pobres. Aos poucos, contudo, passou a ser aplicada em dezenas de outros produtos. 
“Quando os preços estão abaixo do custo de produção, fornecedores não conseguem manter as prateleiras estocadas”. A produção no país parou. E a saída encontrada por Maduro foi a de retomar as plantas e prender os empresários sob a justificativa de que estariam deliberadamente parando suas linhas de produção com o objetivo de “sabotar o país”.
Futuro incerto
O que acontecerá com a Venezuela ainda em 2016 é um mistério. Mas a expectativa é que a crise de cunho geral que o país vive se agrave ainda mais. Números do Fundo Monetário Internacional (FMI) mostram que, até o fim do ano, o aumento nos preços seja de 700%. Dos 190 países monitorados pelo FMI, é a Venezuela aquele que deverá enfrentar a pior recessão.
Se Maduro está em apuros, o país está diante de um abismo difícil de ser contornado. 


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exame.abril.com.br/mundo/noticias/a-venezuela-esta-a-beira-do-colapso-entenda 

lunes, 13 de junio de 2016

GLOSSÁRIO: “WASHINGTON POST: VENEZUELA ESTÁ BASICAMENTE FALIDA DE NOVO”.



Abastecer
Prover do que é preciso, de modo que nada falte.

Bolívares
Unidade monetária da Venezuela, que se divide em 100 cêntimos.


Credor
·  A que ou a quem se deve dinheiro.
·  Que ou quem tem direito a compensação útil, a considerações, etc.

Dólar
Unidade monetária (símbolo: $) principal de vários países, nomeadamente da Austrália (código: AUD), das Baamas (código: BSD), dos Barbados (código: BBD), do Belize (código: BZD), das Bermudas (código: BMD), do Brunei (código: BND), do Canadá (código: CAD), do Equador (código: USD), dos Estados Unidos (código: USD), das Fiji (código: FJD), da Guiana (código: GYD), de Hong Kong (código: HKD), das Ilhas Caimão (código: KYD), das Ilhas Salomão (código: SBD), da Jamaica (código: JMD), da Libéria (código: LRD), da Namíbia (código: NAD), da Nova Zelândia (código: NZD), de Singapura (código: SGD), do Suriname (código: SRD), de Taiwan (código: TWD), de Trindade e Tobago (código: TTD) e do Zimbabué (código: ZWD), dividida em 100 cêntimos.


Escassez
·  Qualidade daquilo que é escasso ou que escasseia.
·  Falta de algo necessário (ex.: escassez de bens alimentares).

Exportar
Mandar ou transportar para outro país (produtos das indústrias ou artes nacionais).

Hiperinflação
Em Macroeconomia, hiperinflação é uma inflação acima dos níveis adequados e fora de controle. O que ocorre é um encarecimento rápido dos produtos, recessão e desvalorização acentuada da moeda.
Importar
·  Introduzir num país (produtos provenientes de outros países).
·  Trazer, produzir.
·  Introduzir.


Inflação
Desequilíbrio económico caracterizado por uma alta geral dos preços e que provêm do excesso do poder de compra da massa dos consumidores (particulares, empresas, Estado) em relação à quantidade de bens e de serviços postos à sua disposição.

Investir
·  Dar a investidura (de alguma coisa) a.
·  Atacar, acometer.
·  Empregar (capitais).
·  Motejar; meter à bulha.


Alimento básico (ou item básico)
O alimento básico é considerado como aquele alimento imprescindível pelo conteúdo de seus nutrientes em uma dieta. Deve ser entendido como um conceito relativo a uma cultura culinária, não aplicável de forma absoluta a outras. Por regra geral é um alimento que proporciona energia (calorias) e que possui certo conteúdo de carboidratos, sua elaboração está muito ligada aos ingredientes mais disponíveis no local.

Loja
·  Estabelecimento de venda ou de comércio (ex.: loja de brinquedos).
·  Piso térreo de uma habitação que serve para armazenamento ou para apoio às atividades agrícolas (ex.: a loja está cheia de tralha; a enxada está na loja).


Lucro
Ganho líquido, benefício. Utilidade; vantagem.


Lúpulo
Planta trepadeira canabiácea empregada no fabrico da cerveja.

Mercado interno
Um mercado interno, na economia, é um mercado que opera dentro de limites demarcados, e que por sua vez está rodeado por um mercado maior. O caso mais habitual é constituído por um mercado nacional contrastado com o comércio internacional.

Mercado negro
O mercado negro é a parte da economia ativa que envolve transações ilegais, geralmente de compra e venda de mercadorias ou serviços. Os mercados negros aparecem quando o Estado coloca limitações na produção ou na provisão dos bens e dos serviços e prosperam quando as limitações do estado são pesadas, como durante um período de proibição, controle de preços ou racionamento.

Petróleo
Óleo mineral natural, combustível, de cor muito escura, dotado de um cheiro característico mais ou menos pronunciado, com densidade variando entre 0,8 e 0,95, formado por hidrocarbonetos.


Prateleiras
·  Espécie de estante para colocar pratos.
·  Cada uma das tábuas horizontais e interiores, de uma estante, armário, etc.Ver imagem
·  Tábua horizontal aplicada a uma parede para nela se colocarem objetos.


Preço
Valor pecuniário de uma coisa ou dinheiro que se dá por ela. O que serve de remuneração.


Produção
Ato de produzir, modificar, processo modificador, inovador. É um trabalho ou um processo que consiste na combinação dos fatores de produção com a finalidade de satisfazer necessidades humanas, em termos de bens ou serviços.
Regime
·  Sistema ou modo de viver adoptado por alguém, particularmente no que é relativo à alimentação.
·  Forma de governo.
·  Governo, direção.
·  Estatutos, regulamento, regimento.


Socialismo
Sistema daqueles que querem transformar a sociedade pela incorporação dos meios de produção na comunidade, pelo regresso dos bens e propriedades particulares à coletividade, e pela repartição, entre todos, do trabalho comum e dos objetos de consumo.


Subsidio
·  Quantia com que o Estado ou outra corporação concorre para obras de interesse público.
·  Quantia atribuída por uma entidade para um fim específico (ex.: subsídio de desemprego, subsídio de férias).
·  Aquilo que concorre para um fim determinado.


Taxa de câmbio
A taxa de câmbio é uma relação entre moedas de dois países que resulta no preço de uma delas medido em relação à outra. Mas, além de expressar quantitativamente a condição de troca entre duas moedas, a taxa de câmbio expressa as relações de troca entre dois países. O câmbio é uma das variáveis macroeconômicas mais importantes, sobretudo para as relações comerciais e financeiras de um país com o conjunto dos demais países.

Trocar
Dar o equivalente de (uma moeda em moedas de outro valor). Substituir; permutar. Alternar.