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Este blogue foi feito para explicar a crise petrolífera que atravessa o mundo, pondo especial atenção no caso da Venezuela, um país que, baseando 96% de sua economia neste ámbito, hoje sofre uma severa inestabilidade financeira.
sábado, 25 de junio de 2016
A VENEZUELA ESTÁ À BEIRA DO COLAPSO. ENTENDA.
São Paulo – A Venezuela entrou
nessa semana numa nova e ainda mais tensa fase da sua crise. Depois de violentas
manifestações de uma população que vem sofrendo com a escassez de itens e
serviços essenciais, o governo do chavista Nicolás Maduro oficializou na
segunda-feira a declaração do “Estado de Exceção e Emergência Econômica” pelos
próximos 60 dias.
Na ocasião, o presidente
venezuelano disse que a medida se fazia necessária para lutar contra o que
chama de “golpe de estado orquestrado por potências estrangeiras” e que,
segundo a agência EFE, teria contado com a participação de Álvaro Uribe,
ex-presidente da Colômbia.
Essa declaração ainda
precisa ser aprovada pelo parlamento do país, no qual a oposição é maioria, e
considerada constitucional pelo Tribunal Supremo de Justiça. Se assim for, a
norma dará a Maduro o poder de solicitar a intervenção das forças armadas e
ordenar a obtenção de recursos financeiros sem que seja necessário o aval de
outros poderes.
A expectativa, contudo, é
que esse cenário não se confirme e que o cerco contra o presidente continue a
se fechar. A avaliação da oposição é a de que esse Estado de Exceção seja uma
tentativa de Maduro para obstruir a realização de um referendo revocatório que
pode antecipar o fim do seu mandato.
Se a votação acontecer e
Maduro for derrotado, novas eleições devem ser marcadas. Antes, contudo, o
mundo observará com atenção os desdobramentos de uma manifestação convocada por
essa oposição para dar força ao referendo nesta semana, mas que não foi
aprovada pelo governo. Com o Estado de Exceção em vigor, a consequência dessa
passeata é uma incógnita.
Enquanto essa crise
política parece não ter fim, o país vive mergulhado no caos que também não dá
sinais de que irá acabar tão cedo. Falta de tudo na Venezuela: do papel
higiênico até a cevada para produção de cerveja, passando, é claro, pela comida
na mesa da população. Em 2016, pela primeira vez em 20 anos, o país precisou aumentar
o preço da gasolina.
O cenário é agravado ainda
pela seca que impactou em cheio um sistema energético obsoleto e despreparado,
forçando o governo a cortar a energia elétrica por quatro horas todos os dias.
O serviço público agora funciona somente duas vezes na semana e Caracas vem se
consolidando como uma das capitais mais violentas do planeta.
Crise
Eleito presidente da
Venezuela em 2013 pelo Partido Socialista Unido da Venezuela, Nicolás Maduro
vem enfrentando problemas estruturais que são resultado de uma série de fatores
que vão desde a queda nos preços dos barris de petróleo até a corrupção.
A consequência dessa
combinação desastrosa é um índice histórico de reprovação. De acordo com
números da pesquisa Venebarômetro, divulgados pela AFP, 68% dos venezuelanos
hoje reprovam o governo. Isso mostra que, em um possível referendo, o destino
de Maduro poderá facilmente ser o de ex-presidente.
Em um artigo publicado
neste mês pela Carnegie Endowment
for International Peace, uma rede global de pesquisadores e analistas de
política internacional, o economista venezuelano Moisés Naim fez o que chamou
de “autopsia da Venezuela” e buscou avaliar os fatores que levaram o país, dono
da maior reserva de petróleo do planeta, ao estado de colapso.
Nos últimos 17 anos,
explica o analista, o país recebeu trilhões de dólares em receita do petróleo.
Ou seja, dinheiro não era exatamente um problema. “É verdade que os preços do
petróleo caíram – um risco que muitos anteciparam, mas que o governo não se
preparou para lidar”, mas mesmo em 2014, quando o barril era cotado a 100
dólares, a população do país já enfrentava a escassez de itens essenciais.
Hoje, essa carência chegou
a níveis alarmantes: as prateleiras dos armazéns estão vazias, a energia
elétrica é cortada todos os dias, não há papel higiênico. Uma pesquisa recente
da Reuters com 1.500 famílias mostra que 12% delas não conseguem fazer três
refeições num dia. Mas o que explica essa falência do estado venezuelano?
Um dos fatores citados por
Naim como protagonistas nessa confusão que virou o país é a política de
controle de preços. Antes essa medida era aplicada em alguns itens essenciais,
como alimentos, com o objetivo de manter a inflação sob controle e mantê-los
acessíveis aos mais pobres. Aos poucos, contudo, passou a ser aplicada em
dezenas de outros produtos.
“Quando os preços estão
abaixo do custo de produção, fornecedores não conseguem manter as prateleiras
estocadas”. A produção no país parou. E a saída encontrada por Maduro foi a de
retomar as plantas e prender os empresários sob a justificativa de que estariam
deliberadamente parando suas linhas de produção com o objetivo de “sabotar o
país”.
Futuro incerto
O que acontecerá com a
Venezuela ainda em 2016 é um mistério. Mas a expectativa é que a crise de cunho
geral que o país vive se agrave ainda mais. Números do Fundo Monetário
Internacional (FMI) mostram que, até o fim do ano, o aumento nos preços seja de
700%. Dos 190 países monitorados pelo FMI, é a Venezuela aquele que deverá
enfrentar a pior recessão.
Se Maduro está em apuros, o
país está diante de um abismo difícil de ser contornado.
______________________________
exame.abril.com.br/mundo/noticias/a-venezuela-esta-a-beira-do-colapso-entenda
lunes, 13 de junio de 2016
GLOSSÁRIO: “WASHINGTON POST: VENEZUELA ESTÁ BASICAMENTE FALIDA DE NOVO”.
Abastecer
Prover do que é preciso, de modo que nada falte.
Bolívares
Unidade monetária da Venezuela,
que se divide em 100 cêntimos.
Credor
·
A
que ou a quem se deve dinheiro.
·
Que ou quem tem direito a compensação útil, a considerações, etc.
Dólar
Unidade monetária (símbolo:
$) principal de vários países, nomeadamente da Austrália (código: AUD), das Baamas
(código: BSD), dos Barbados (código: BBD), do Belize (código: BZD), das Bermudas
(código: BMD), do Brunei (código: BND), do Canadá (código: CAD), do Equador (código:
USD), dos Estados Unidos (código: USD), das Fiji (código: FJD), da Guiana (código:
GYD), de Hong Kong (código: HKD), das Ilhas Caimão (código: KYD), das Ilhas Salomão
(código: SBD), da Jamaica (código: JMD), da Libéria (código: LRD), da Namíbia (código:
NAD), da Nova Zelândia (código: NZD), de Singapura (código: SGD), do Suriname (código:
SRD), de Taiwan (código: TWD), de Trindade e Tobago (código: TTD) e do Zimbabué
(código: ZWD), dividida em 100 cêntimos.
Escassez
·
Qualidade
daquilo que é escasso ou que escasseia.
·
Falta
de algo necessário (ex.: escassez de bens alimentares).
Exportar
Mandar ou transportar
para outro país (produtos das indústrias ou artes nacionais).
Hiperinflação
Em Macroeconomia, hiperinflação é uma inflação acima dos níveis adequados e fora de
controle. O que ocorre é um encarecimento rápido dos produtos, recessão e
desvalorização acentuada da moeda.
Importar
·
Introduzir
num país (produtos provenientes de outros países).
·
Trazer,
produzir.
·
Introduzir.
Inflação
Desequilíbrio económico caracterizado por uma
alta geral dos preços e que provêm do excesso do poder de compra da massa dos
consumidores (particulares, empresas, Estado) em relação à quantidade de bens e
de serviços postos à sua disposição.
Investir
·
Dar
a investidura (de alguma coisa) a.
·
Atacar,
acometer.
·
Empregar
(capitais).
·
Motejar;
meter à bulha.
Alimento básico
(ou item básico)
O alimento
básico é considerado como aquele alimento imprescindível pelo conteúdo
de seus nutrientes em uma dieta. Deve ser entendido como um conceito relativo a
uma cultura culinária, não aplicável de forma absoluta a outras. Por regra
geral é um alimento que proporciona energia (calorias) e que possui certo
conteúdo de carboidratos, sua elaboração está muito ligada aos ingredientes
mais disponíveis no local.
Loja
·
Estabelecimento
de venda ou de comércio (ex.: loja de brinquedos).
·
Piso
térreo de uma habitação que serve para armazenamento ou para apoio às atividades
agrícolas (ex.: a loja está cheia de tralha; a enxada está na loja).
Lucro
Ganho líquido, benefício.
Utilidade; vantagem.
Lúpulo
Planta trepadeira canabiácea
empregada no fabrico da cerveja.
Mercado interno
Um mercado
interno, na economia, é um mercado que opera dentro de limites
demarcados, e que por sua vez está rodeado por um mercado maior. O caso mais
habitual é constituído por um mercado nacional contrastado com o comércio
internacional.
Mercado
negro
O mercado
negro é a parte da economia ativa que envolve transações ilegais,
geralmente de compra e venda de mercadorias ou serviços. Os mercados negros aparecem
quando o Estado coloca limitações na produção ou na provisão dos bens e dos
serviços e prosperam quando as limitações do estado são pesadas, como durante
um período de proibição, controle de preços ou racionamento.
Petróleo
Óleo mineral natural,
combustível, de cor muito escura, dotado de um cheiro característico mais ou menos
pronunciado, com densidade variando entre 0,8 e 0,95, formado por hidrocarbonetos.
Prateleiras
·
Espécie
de estante para colocar pratos.
·
Tábua
horizontal aplicada a uma parede para nela se colocarem objetos.
Preço
Valor pecuniário de uma
coisa ou dinheiro que se dá por ela. O que serve
de remuneração.
Produção
Ato de produzir, modificar, processo
modificador, inovador. É um trabalho ou um processo que consiste na combinação
dos fatores de produção com a finalidade de satisfazer necessidades humanas, em
termos de bens ou serviços.
Regime
·
Sistema
ou modo de viver adoptado por alguém, particularmente no que é relativo à alimentação.
·
Forma
de governo.
·
Governo,
direção.
·
Estatutos,
regulamento, regimento.
Socialismo
Sistema daqueles que querem
transformar a sociedade pela incorporação dos meios de produção na comunidade, pelo
regresso dos bens e propriedades particulares à coletividade, e pela repartição,
entre todos, do trabalho comum e dos objetos de consumo.
Subsidio
·
Quantia
com que o Estado ou outra corporação concorre para obras de interesse público.
·
Quantia
atribuída por uma entidade para um fim específico (ex.: subsídio de desemprego,
subsídio de férias).
·
Aquilo
que concorre para um fim determinado.
Taxa de
câmbio
A taxa
de câmbio é uma relação entre moedas de dois países que resulta no preço
de uma delas medido em relação à outra. Mas, além de expressar
quantitativamente a condição de troca entre duas moedas, a taxa de câmbio
expressa as relações de troca entre dois países. O câmbio é uma das variáveis macroeconômicas
mais importantes, sobretudo para as relações comerciais e financeiras de um
país com o conjunto dos demais países.
Trocar
Dar o equivalente de
(uma moeda em moedas de outro valor). Substituir;
permutar. Alternar.
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