O
artigo “Crise do petróleo não deve terminar em 2016”, publicado no jornal online
Opinião e Notícia, trata a instabilidade que se vive hoje no que diz
respeito ao mercado do petróleo.
Já o
nome do jornal nos diz alguma coisa. Este é um site web caraterizado por
apresentar informações sobre acontecimentos internacionais, mas também se
espera encontrar artigos de opinião que os comentem. Este texto, em particular,
é uma mistura de ambas facetas.
O
autor do artigo, não especificado, não gosta de rodeios. Desde o começo
apresenta ao leitor dados concretos que sustentam a tese: ninguém sabe o quê
vai acontecer com o petróleo no mundo.
É
assim que se desenha a informação. A pessoa que escreve vale-se da
exemplificação não só para fazer ver ao público o que está acontecendo, mas também
para assegurar-se que sua opinião seja bem entendida e aprovada.
Nomeiam-se
entes importantes do setor petrolífero, como a West Texas Intermediate
e a British Petroleum já que, sendo figuras significativas que sofrem as
consequências da crise, ajudam a dar credibilidade as ideias do autor.
Uma
das estratégias mais notáveis na sua escrita é o fato do escritor apresentar as
informações de forma que o leitor sinta a incerteza e a dúvida que sentem os
especialistas em relação ao petróleo. Podemos ver isto no parágrafo número
três, no qual já não se expõem mais evidencias da crise, mas tenta dar-se uma
explicação sobre a razão pela qual a queda dos preços é tão súbita e
severa.
O
autor procede então a compartilhar uma “opinião comum” e escreve: “alguns analistas
atribuem a culpa da queda dos preços a outros fatores além da oferta e da
demanda”. Façamos especial atenção ao uso da palavra “alguns”.
Depois de ter exemplificado com grande exatidão as provas da crise, passa a
usar um pronome indefinido e muito genérico para explicar o porquê de toda essa
situação.
E
ainda mais: depois de fazer esta afirmação, o autor escreve um parágrafo
inteiro sem mencionar nada relacionado a esses fatores que influem na queda dos
preços. Pelo contrário, continua aprofundando no tema da instabilidade e da
incerteza.
Nada
disto é por acaso.
No
quarto parágrafo o autor introduz a opinião de Neil Atkinson da Agência
Internacional de Energia, e escreve que ele “está pessimista em relação ao
mercado de petróleo, sobretudo quanto ao consumo, que foi um dos fatores que
sustentaram os preços no ano passado”. Agora,
“consumo” não é “demanda”? É.
Então
isto contraria a afirmação com a qual começou o terceiro parágrafo. Porém, não
acaba aí: o autor, depois de explicar porque é que Atkinson considera isto,
assinala: “na opinião de Atkinson esse risco esta sendo superestimado (o risco
do consumo diminuir)”, já que no dia 13 de janeiro a China importou um total de
6,7 milhoes de barris por dia, um recorde.
Cá, a
contradição termina. No final, Atkinson concorda com a asseveração sobre a
influência da demanda no mercado do petróleo, só que o autor quis levar o
público num caminho de incerteza, fazê-lo duvidar e ilustrar o ambiente de
“hipótese” que se respira no mundo.
O
artigo fecha anunciando que o consumo não será promissor este ano, mesmo se a
China e Índia continuam vendendo estas elevadas quantidades de ouro negro. Para
agravar o cenário, menciona-se que a Arabia Saudita não diminuirá seus níveis
de produção, desta maneira poderá eliminar seus competidores de altos preços.
Para
vermos além do evidente: o autor nos deixa saber que a batalha contra a crise
ainda não acaba e essa, leitor, é a explicação do nome do artigo: a crise do
petróleo não deve terminar em 2016.
Por: Valentina Coronado.


1 comentarios:
Bom comentário! cumpre com os principios da coerencia, da coesao, da progressao temática, bom léxico e registo apropriado.
É importante evitar o uso dos deícticos e dos pronomes demonstrativos na escrita. Atencao: assegurar-se que?
Nota: 17
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