viernes, 29 de julio de 2016

OS BRASILEIROS: SÃO MAL-EDUCADOS OU NÃO?


O brasileiro é mal-educado? Sim
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Este artigo, escrito pela empresária de eventos Alice Carta, foi publicado no dia 2 de julho de 1997 na revista Istoé.  Trata-se de um texto de tipo argumentativo no qual a autora tenta explicar, desde seu ponto de vista, a razão pela qual o povo brasileiro deve ser considerado um povo mal-educado.


Com este objetivo, Carta introduz o tema de forma inteligente: aceitando para o leitor que é impossível fazermos uma afirmação que aplique para os 140 milhões de habitantes que naquela época faziam parte do Brasil. É por isso que decide abordar a questão a partir daquilo que constitui sua “experiência profissional”, isto é, o âmbito no qual se desenvolve com mais frequência. Daí, o leitor percebe que a escritora é uma pessoa lógica e objetiva que vai dar sua opinião com argumentos previamente analisados.


Assim, esta empresária nos apresenta, desde o primeiro parágrafo, a posição dela. Fá-lo com a frase: “os considero, com pouquíssimas exceções, um povo mal-educado.” Sua tese é simples, concreta, curta, mas ainda assim, forte, segura e sem artifícios. Mais uma vez, podemos perceber que se refletiu no assunto antes de o artigo ser elaborado.


            Nos próximos três parágrafos, a autora se dedica a exemplificar. É este o recurso que Carta escolhe para expor a opinião dela: falta de cavalheirismo nos homens, mulheres que tudo criticam, ignorância e mais outras situações das quais ela própria foi testemunha e que apresenta para o leitor com o objetivo de criar consciência e de provocar uma reflexão sobre aquilo que ele, como receptor da informação, tem experimentado na sua própria “experiência profissional”.


            Por último, Carta decide desculpar os brasileiros e explicar que toda essa questão da má-educação se deve ao fato de o Brasil ser um “país novo”, no sentido em que só 175 anos tinham passado desde sua independência e sua prioridade estava focada no desenvolvimento econômico e político e não no desenvolvimento social e cultural das pessoas.


            Quanto a mim, não sou de acordo com a opinião da autora, porque já tive contato com vários brasileiros e os achei pessoas muito educadas e amáveis. No entanto, concordo com Carta no fato que é impossível encaixar um país tão grande num só conceito. Por tanto, acho que minha opinião é mais um comentário e não precisamente a verdade. Penso que, como no mundo todo, há gente no Brasil que é bem-educada e gente que não. Para mim, isto depende mais da criação do que da nacionalidade.  



            Por Valentina Coronado.





“O brasileiro é mal-educado? Sim” é um texto dissertativo-argumentativo que tenta persuadir ao leitor com relação à afirmação que se faz no título.  Além disso, é dissertativo subjetivo, já que a autora se mostra por meio do uso da primeira pessoa do singular “envio convites para um evento” e os argumentos são resultados de sua opinião “Assim, analisarei os brasileiros de minha atividade profissional”. 


O texto está estruturado em quatro parágrafos coerentes com ideias coesas nas quais predominam o uso dos conetores aditivos (e, também), causais (já que) e explicativos (que, porque). No primeiro parágrafo, a autora Alice Carta apresenta a tese, os brasileiros são um povo mal-educado, desde seu âmbito profissional. No segundo parágrafo, reforça a argumentação com sua opinião sobre a pouca atenção que a maioria dos brasileiros dá a seus convites pedindo um retorno. No terceiro parágrafo, argumenta com fatos mais cotidianos que demonstra a falta de educação (agradecer presentes), de atenção (homens não cavalheirosos) e de gentileza (abrir a porta do carro ou puxar a cadeira à mesa de um restaurante). No quarto parágrafo, retoma a tese com outro argumento (os homens não são os únicos mal-educados, mas também as mulheres que não sabem se comportar em ambientes públicos) e apresenta o porquê da falta de educação (país novo que não tem se preocupado com o crescimento social e pessoal de seu povo) e propõe como solução inculcar os princípios básicos da boa educação na sociedade. 


A autora não conseguiu me convencer sobre o jeito de ser o brasileiro, mas respeito seu ponto de vista. Primeiro, porque não sei quando o artigo foi escrito para poder ter uma ideia de seu contexto espaço-temporal. Segundo, os argumentos são fracos que só se delimita a sua opinião. Terceiro, considero que o título não se adapta a nossos tempos, finalmente, sugiro que se chamasse “Os humanos contemporâneos são mal-educados? Sim”.



Por Sonlly Ramírez



Não, o brasileiro não é mal-educado
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A resposta à pergunta “O brasileiro é mal-educado?”, por parte de Claudia Matarazzo, foi publicada na revista Istoé, no ano 1997: não, o brasileiro não é mal-educado.  Segundo ela, trata-se de uma concepção errada da educação. Uma forte crítica ao pensamento dos esnobes pertencentes às potências mundiais nasce do tinteiro da reconhecida escrevedora, quem não gosta de rodeios e escreve sem duvidas uma resposta à ideia que existe sobre os brasileiros.

Quem disse que por eles não pertencerem aos países do Primero Mundo, ou se comportarem como os seus moradores, são mal-educados? Em harmonia com o que diz a autora do artigo, a educação não é “o conhecimento das regras e procedimentos formais” ajustados a uma comunidade. Têm muito mais a ver com a alegria, a gentileza e a simpatia das ações humanas, algo que particularmente falta às pessoas do Primeiro Mundo no momento de eles interagirem com alguém “inferior”. Portanto, a crítica não só julga o conceito errado em relação aos brasileiros, mas também reprova a ideia de superioridade criada por pessoas pensam que são mais educadas por serem muito mais “chiques” e terem uma vida muito melhor do que as pessoas “mal informadas ou despreparadas para um comportamento cosmopolita e sofisticado”. Realmente, e para à desgraça das pessoas sofisticadas e julgadoras dos brasileiros, os educados serão aqueles que saibam ser humanos e considerados com o próximo. 

Posto isso, Claudia Matarazzo pondera a noção do termo “educação” e ajuíza aos primeiros mundistas por médio de frases para se referir à rejeição que eles sentem ou para destacar a forma exclusiva e desconsiderada de eles serem com as outras pessoas, como por exemplo: “comer com todos os nove talheres de um serviço à francesa”, “preparada com o maior capricho”, “declinar com um suspiro discorrendo”, “círculos com acesso limitado”, entre outras. Assim, ela exprime a reprovação com no que diz respeito ao fato de eles se considerarem educados. Além disso, despreza as potências com termos como “fleuma” para apresentar os britânicos; “rispidez natural” para falar dos franceses; “drama exagerado” para se referir aos italianos; “falsa jovialidade” para descrever aos americanos; e “impassibilidade misteriosa” para delinear aos japoneses. Todos depreciativos, e pintando-os como isso que verdadeiramente são: pessoas sem interesse pelos demais seres humanos.

Fechando o artigo, a autora se resigna e utiliza uma frase contundente para dizer que, por muito jeito que tenham os brasileiros, não poderão fazer frente aos “tais povos do Primeiro Mundo”. Embora os brasileiros não sejam mal-educados, serão considerados como tais por boa parte da população mundial, uma injustiça que acontece a partir do fato de nos termos criado sociedades baseadas no dinheiro e nas classes sócias, e não baseadas na qualidade humana que tem cada um de nós.

Por Verónica Sarache
 

 

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