O brasileiro é
mal-educado? Sim
_____________________________
Este artigo,
escrito pela empresária de eventos Alice Carta, foi publicado no dia 2 de julho
de 1997 na revista Istoé. Trata-se de um texto de tipo argumentativo no
qual a autora tenta explicar, desde seu ponto de vista, a razão pela qual o
povo brasileiro deve ser considerado um povo mal-educado.
Com este
objetivo, Carta introduz o tema de forma inteligente: aceitando para o leitor
que é impossível fazermos uma afirmação que aplique para os 140 milhões de
habitantes que naquela época faziam parte do Brasil. É por isso que decide
abordar a questão a partir daquilo que constitui sua “experiência
profissional”, isto é, o âmbito no qual se desenvolve com mais frequência. Daí,
o leitor percebe que a escritora é uma pessoa lógica e objetiva que vai dar sua
opinião com argumentos previamente analisados.
Assim, esta
empresária nos apresenta, desde o primeiro parágrafo, a posição dela. Fá-lo com
a frase: “os considero, com pouquíssimas exceções, um povo mal-educado.” Sua
tese é simples, concreta, curta, mas ainda assim, forte, segura e sem
artifícios. Mais uma vez, podemos perceber que se refletiu no assunto antes de
o artigo ser elaborado.
Nos próximos três parágrafos, a
autora se dedica a exemplificar. É este o recurso que Carta escolhe para expor
a opinião dela: falta de cavalheirismo nos homens, mulheres que tudo criticam,
ignorância e mais outras situações das quais ela própria foi testemunha e que
apresenta para o leitor com o objetivo de criar consciência e de provocar uma
reflexão sobre aquilo que ele, como receptor da informação, tem experimentado
na sua própria “experiência profissional”.
Por último, Carta decide desculpar
os brasileiros e explicar que toda essa questão da má-educação se deve ao fato
de o Brasil ser um “país novo”, no sentido em que só 175 anos tinham passado
desde sua independência e sua prioridade estava focada no desenvolvimento
econômico e político e não no desenvolvimento social e cultural das pessoas.
Quanto a mim, não sou de acordo com
a opinião da autora, porque já tive contato com vários brasileiros e os achei
pessoas muito educadas e amáveis. No entanto, concordo com Carta no fato que é
impossível encaixar um país tão grande num só conceito. Por tanto, acho que
minha opinião é mais um comentário e não precisamente a verdade. Penso que,
como no mundo todo, há gente no Brasil que é bem-educada e gente que não. Para
mim, isto depende mais da criação do que da nacionalidade.
Por Valentina Coronado.
“O
brasileiro é mal-educado? Sim” é um texto dissertativo-argumentativo que tenta
persuadir ao leitor com relação à afirmação que se faz no título. Além disso, é dissertativo subjetivo, já que
a autora se mostra por meio do uso da primeira pessoa do singular “envio
convites para um evento” e os argumentos são resultados de sua opinião “Assim,
analisarei os brasileiros de minha atividade profissional”.
O texto está
estruturado em quatro parágrafos coerentes com ideias coesas nas quais
predominam o uso dos conetores aditivos (e, também), causais (já que) e
explicativos (que, porque). No primeiro parágrafo, a autora Alice Carta
apresenta a tese, os brasileiros são um povo mal-educado, desde seu âmbito
profissional. No segundo parágrafo, reforça a argumentação com sua opinião
sobre a pouca atenção que a maioria dos brasileiros dá a seus convites pedindo
um retorno. No terceiro parágrafo, argumenta com fatos mais cotidianos que demonstra
a falta de educação (agradecer presentes), de atenção (homens não cavalheirosos)
e de gentileza (abrir a porta do carro ou puxar a cadeira à mesa de um
restaurante). No quarto parágrafo, retoma a tese com outro argumento (os homens
não são os únicos mal-educados, mas também as mulheres que não sabem se
comportar em ambientes públicos) e apresenta o porquê da falta de educação (país
novo que não tem se preocupado com o crescimento social e pessoal de seu povo)
e propõe como solução inculcar os princípios básicos da boa educação na
sociedade.
A autora
não conseguiu me convencer sobre o jeito de ser o brasileiro, mas respeito seu
ponto de vista. Primeiro, porque não sei quando o artigo foi escrito para poder
ter uma ideia de seu contexto espaço-temporal. Segundo, os argumentos são fracos
que só se delimita a sua opinião. Terceiro, considero que o título não se adapta
a nossos tempos, finalmente, sugiro que se chamasse “Os humanos contemporâneos
são mal-educados? Sim”.
Por Sonlly Ramírez
Não, o brasileiro não é mal-educado
____________
A resposta à pergunta
“O brasileiro é mal-educado?”, por parte de Claudia Matarazzo, foi publicada na
revista Istoé, no ano 1997: não, o brasileiro não é
mal-educado. Segundo ela, trata-se de
uma concepção errada da educação. Uma forte crítica ao pensamento dos esnobes
pertencentes às potências mundiais nasce do tinteiro da reconhecida
escrevedora, quem não gosta de rodeios e escreve sem duvidas uma resposta à
ideia que existe sobre os brasileiros.
Quem disse que
por eles não pertencerem aos países do Primero Mundo, ou se comportarem como os
seus moradores, são mal-educados? Em harmonia com o que diz a autora do artigo,
a educação não é “o conhecimento das regras e procedimentos formais” ajustados
a uma comunidade. Têm muito mais a ver com a alegria, a gentileza e a simpatia das
ações humanas, algo que particularmente falta às pessoas do Primeiro Mundo no
momento de eles interagirem com alguém “inferior”. Portanto, a crítica não só
julga o conceito errado em relação aos brasileiros, mas também reprova a ideia
de superioridade criada por pessoas pensam que são mais educadas por serem
muito mais “chiques” e terem uma vida muito melhor do que as pessoas “mal informadas
ou despreparadas para um comportamento cosmopolita e sofisticado”. Realmente, e
para à desgraça das pessoas sofisticadas e julgadoras dos brasileiros, os
educados serão aqueles que saibam ser humanos e considerados com o próximo.
Posto isso,
Claudia Matarazzo pondera a noção do termo “educação” e ajuíza aos primeiros
mundistas por médio de frases para se referir à rejeição que eles sentem ou
para destacar a forma exclusiva e desconsiderada de eles serem com as outras
pessoas, como por exemplo: “comer com todos os nove talheres de um serviço à
francesa”, “preparada com o maior capricho”, “declinar com um suspiro
discorrendo”, “círculos com acesso limitado”, entre outras. Assim, ela exprime
a reprovação com no que diz respeito ao fato de eles se considerarem educados.
Além disso, despreza as potências com termos como “fleuma” para apresentar os
britânicos; “rispidez natural” para falar dos franceses; “drama exagerado” para
se referir aos italianos; “falsa jovialidade” para descrever aos americanos; e
“impassibilidade misteriosa” para delinear aos japoneses. Todos depreciativos,
e pintando-os como isso que verdadeiramente são: pessoas sem interesse pelos
demais seres humanos.
Fechando o
artigo, a autora se resigna e utiliza uma frase contundente para dizer que, por
muito jeito que tenham os brasileiros, não poderão fazer frente aos “tais povos
do Primeiro Mundo”. Embora os brasileiros não sejam mal-educados, serão considerados
como tais por boa parte da população mundial, uma injustiça que acontece a
partir do fato de nos termos criado sociedades baseadas no dinheiro e nas
classes sócias, e não baseadas na qualidade humana que tem cada um de nós.
Por Verónica Sarache


0 comentarios:
Publicar un comentario